Genero & Mudanças Climáticas – Debate em Brasília

Galera que está ou estará em Brasilia semana que vem!!!
Queria aproveitar e convidar a todos para uma super atividade da Change Mob (www.change-mob.org) e Griô Produções que vai rolar em Brasília.

 

Mudanças climáticas são uma questão de gênero?

Filme Weathering Change, da ONG Population Action International, mostra como as mudanças climáticas afetam homens e mulheres de forma diferente. Projeção do filme para representantes políticos, em Brasília, será seguida de debate.
“A vida de uma mulher é difícil, e as mudanças climáticas estão tornando-a ainda mais difícil”, diz Aregash Ayele, 32 anos e seis filhos, moradora de uma comunidade rural na Etiópia. Por conta das mudanças no padrão das chuvas, as plantações estão enfraquecidas, e os homens precisam migrar para outros locais em busca de sustento. O peso de cuidar da plantação, da casa e das crianças recai sobre mulheres como Aregash.
Esses são alguns dos efeitos que o aquecimento global causa na vida de muitas famílias. As alterações no clima já são sentidas em diversas partes do globo, e não afetam as pessoas da mesma forma, principalmente em países em desenvolvimento, como a Etiópia e o Brasil.
Para mostrar o papel que tem o gênero nesse cenário, a ONG Population Action International (P.A.I.) lança o filme Weathering Change, que trata dos efeitos das mudanças climáticas nas famílias e de como o planejamento familiar, a educação das crianças e a agricultura sustentável ajudam as comunidades, em especial as mulheres, a se adaptarem às mudanças. Com a população mundial beirando 7 bilhões de pessoas, é preciso aumentar o acesso à contracepção e dar recursos para que homens e mulheres consigam lidar com o que vem por aí. O filme conta a história de quatro mulheres de diferentes países e de como as mudanças no clima estão afetando suas rotinas.
O filme Weathering Change será exibido em Brasília em uma sessão especial para os representantes políticos, no dia 22/05/2012, às 17h30, no Plenário 3 do Anexo II da Câmara dos Deputados. Após o filme, que dura cerca de 14 minutos, haverá um debate entre políticos e especialistas. O filme e o debate são uma preparação para a conferência Rio+20. Haverá posteriormente exibições públicas em São Paulo e no Rio de Janeiro. Mais informações podem ser acessadas no site http://www.generoemudancasclimaticas.org
O filme Weathering Change será exibido em Brasília, em uma sessão especial para os representantes políticos; em São Paulo, em uma sessão para jornalistas e blogueiros; e no Rio de Janeiro, em uma sessão para ativistas e empreendedores sociais. Após o filme, que dura cerca de 14 minutos, haverá debates entre os participantes e os especialistas. O filme e o debate são uma preparação para a conferência Rio+20. Haverá posteriormente exibições públicas em São Paulo e no Rio de Janeiro.
Para maiores informações visite o site do projeto: http://www.generoemudancasclimaticas.org/
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Para pensar… em igualdade / Something to reflect… on equity

O jornal judaico ultra-ortodoxo “Der Tzitung”, editado pela comunidade hassídica em Nova York, apagou Hillary Clinton da agora famosa imagem na Casa Branca durante a morte de Osama bin Laden por proibir a publicação de fotos de mulheres em suas páginas.

Além da secretária de Estado dos EUA, outra mulher foi apagada na imagem “photoshoppada”. Trata-se da diretora nacional de operações contraterrorismo americana, Audrey Tomason, que aparece mais ao fundo da equipe na sala de controle em Washington.

A comunidade hassídica (também conhecida pelo termo chassídica) é um dos ramos do judaísmo ultra-ortodoxo, e tem suas próprias interpretações dos costumes e leis judaicas. Um blogueiro membro da comunidade postou a imagem em seu site e comentou que anos atrás as mulheres de rabinos ou da comunidade apareciam no jornal de forma censurada, para não serem identificadas. Agora, elas são simplesmente apagadas.

Um rabino ouvido pela CNN disse que o jornal não publicas fotos de mulheres “porque poderiam ser sexualmente sugestivas”.

Claro, Tirar Hillary Clinton da foto faz notícia! mas me questiono quantas outras mulheres simplesmente passam negligenciadas, excluídas ou mesmo “photoshoppadas” diariamente em varias partes do mundo.

Realmente me pergunto, como é possível garantir igualdade entre gêneros e o empoderamento das mulheres em lugares onde nem mesmo nos jornais (feitos para reportar a vida diaria da comunidade) as mulheres podem sequer aparecer. Acho que precisamos refletir mais sobre os limites entre a proteção e exclusão.

The ultra-Orthodox Jewish newspaper “Der Tzitung”, edited by the Hasidic community in New York, erased Hillary Clinton from the famous White House picture during the death of Osama bin Laden because the publication of pictures of women is forbidden on their pages.

Besides the U.S. secretary of state, another woman in the “Photoshopped” picture was deleted. It is the American national director of counterterrorism, Audrey Tomasoni, which appears a bit further behind the team in the control room in Washington.

The Hasidic community (also known by the term Chassidic) is one of the Ultra-Orthodox branches of Judaism, and they have their own interpretations of the customs and

Jewish law. A blogger from the Hasidic community posted a picture on his blog and commented that years ago women from the community appeared in newspapers somehow censored, as not to be identified. Now, they are simply erased.

A rabbi heard by CNN said the newspaper do not publish photos of women “because they could be sexually suggestive.”

Sure, taking Hillary Clinton out of the picture can make some news! But I wonder how many other women are simply neglected, excluded or even “Photoshopped” daily in various parts of the world.

I really wonder how we can ensure gender equality and women empowerment in places where not even in newspapers (made for reporting the daily life of the community) women can appear. I think we need to reflect more about the boundaries between protection and exclusion.

I have sex! And I have the right to be safe!

I have sex! is a campaign started in the USA to protest the huge budgetary cuts which obviously will affect the work Planned Parenthood is doing there.

Unfortunately, Planned Parenthood is not alone.. it seems that more and more governments are choosing to close their eyes for the fact that young people in their countries are having sex, and they have the right to have appropriate information, and access to services in order to do it safely.

Beliefs apart, governments can no longer ignore the evidences!

16 million girls aged 15 to 19 give birth every year!  They are not necessarily prepared to raise a child, but the challenges of teenage pregnancy get even more problematic in developing countries, complications during pregnancy or childbirth are the leading cause of death for girls aged 15-19 in the global south.

Young people aged between 15 to 24 years old also account for 40% of all new HIV infections among adults worldwide in 2008.  Which means that globally, we have currently more than 5.7 million young people living with HIV/AIDS. And exactly because of lack of access to protetion and education, every day, 2500 more young people get infected with the disease.

In order to tackle this emergent issue, and fully recognize young people’s sexual and reproductive rights we must achieve universal access to safe and youth-friendly sexual and reproductive health care services, which includes access to evidence-based comprehensive sexuality education, in formal and non-formal settings.

According to a United Nations study, sexuality education is far more cost-effective when it’s mandatory and integrated in the formal educational systems.

The UN Education, Scientific and Cultural Organization (UNESCO) launched the this six-country study at the meeting of the Inter-Agency Task Team (IATT) on Education of the Joint UN Programme on HIV/AIDS (UNAIDS). The study shows that the cost per learner in well established programmes in countries like Nigeria and the Netherlands are significantly cheaper if compared to small pilot programmes in Kenya and Indonesia.

Mark Richmond, UNESCO’s Global Coordinator for HIV and AIDS celebrates that now we have the  data and analysis to make a stronger and better informed case for investing in school-based sexuality education programmes!!! He added that this landmark study gives an economic basis to our belief in sexuality education as a key platform for HIV prevention amongst children and young people in the years to come. And this will be a very powerful tool in our advocacy efforts!

But we still have a looooooonnnng way to go!

More and more we are getting creative in strategies to raise awareness among young people, education can be interactive and fun…

And every place has it’s on style:

no judging!

But there are plenty of good examples online, like this Portuguese TV add, for the HIV Prevention Campaign led by the Health Comissionary in Portugal.

The text of 5 reasons to not wear a condom add in English below:

“a condom – spoils the moment
a condom – takes away the pleasure
a condom – is unconfortable
a condom – is hard to put on
a condom – reduces sensibility

Think twice – Go for adventure – Use a condom”

We just need to facilitate so these kind of information can reach the people who need it!

It’s time for people to loose the fear of talking and about sex and sexuality, specially in formal institutions…

In the very end, things are happening, times have changed, and we need to change and adapt to it!

My friends have sex! I have sex! And we all plan on having much more!

It’s our right to have our sexual and reproductive health respected!

Check out http://www.youact.org/news-article.php?show=m&id=32 for the Joint Youth Statement on the Sexual and Reproductive Health and Rights of Young People, created for the UN International Year of Youth, by YouAct, Y-PEER and other partners.