ACABANDO PRA COMEÇAR


O World Youth Congress está chegando ao fim. Domingo é o dia em que todos nós, os 600 jovens de 115 países participantes do evento, iremos ao parlamento escocês entregar o documento que comprova a participação do jovem na luta para mudar o mundo. Desde ontem estão rodando idéias pelo campus da Universidade de Stirlin para formular perguntas que serão feitas ao primeiro ministro. Se você pudesse, o que gostaria de perguntar? Eu, em particular, gostaria de saber como incentivar outros governos a promoverem eventos como esse em suas comunidades, pois sabemos que há muito apenas alguns políticos estão realmente interessados na participação do jovem em políticas públicas.

O que mais me impressionou durante todo o evento, é o “querer virar o jogo” que essa juventude vem demonstrando. Ao invés de falarem dos problemas que cada país passa, aqui falamos sobre soluções. Não dá mais para ficar em casa esperando alguma coisa acontecer, e não dá mais para se revoltar na frente da televisão dizendo que o país está uma droga, que ninguém se envolve, que a juventude não tem mais chance. O fato é que as notícias podres sempre tiveram mais espaço do que as notícias boas. Ao invés da mídia mostrar o que os jovens ESTÃO fazendo, geralmente a abordagem é sobre o que os jovens DEIXAM de fazer. E isso, embora a gente não saiba, nos desistimula.

Só teremos maior participação a partir do momento que esse tipo pensamento começar a mudar na cabeça de cada um de nós. Ao invés de olhar pro quê é ruim, vamos falar do que é bom! O jornal interno do congresso, “Positive News”, é um dos maiores exemplos disso. No “Positive News” você pode encontrar o que os jovens REALMENTE estão fazendo. Por quê não começar a falar sobre o que é bom? Por quê a gente ainda insisite em dizer que quem faz não é ouvido? Quem realmente se faz ouvir, quem realmente representa o país, o estado, a cidade, o bairro em que mora? O fato é que se ninguém der exemplo, não há exemplos a serem seguidos.

Num entrevista com o cantor Paulinho Moska, certa vez, ele disse que o ser humano só sabe o que é bom e ruim pela base da comparação. Você é bom porquê aquele outro é bom também, e ruim pela mesma razão. De certa forma ele está certo, vivemos num mundo de comparações, regido pela moda. Há muito está na moda o jovem ficar em casa plantado na frente da TV. E há pouco esse jogo começou a virar. No Brasil acontecem diversos eventos diferentes que envolvem o jovem no protagonismo juvenil (o jovem em pró-atividade), tais como o “Vem ser Cidadão”, “Encontro Latino Americano e Caribenho para Jovens Lideranças”, “Quarta Cúpula de Mídia” e até no Rock in Rio III tivemos a “Tenda para um mundo melhor”. Isto é, onde estavam os jornalistas quando esses eventos aconteceram? Que dimensão eles ganharam dentro dos jornais e revistas e programas de tv? Por quê no Brasil o jovem ainda é representado por apresentador cercados de mulheres gostosas vestindo minúsculas roupas? Por quê ainda temos a tradição de tratar o jovem como um coitadinho que merece atenção? Por quê os jovens não viram esse jogo?

Eu não tenho as respostas para essas perguntas, mas eu tenho a vontade de mudá-las, de fazer a minha parte. Neste blog uma menina, a Iris, escreveu que ela está cansada de só fazer a parte dela. É exatamente isso que não pode acontecer conosco! Não podemos nos sentir desestimulados! Mesmo quando não enxergamos uma luz no fim do túnel, temos de continuar seguindo, em frente, pois a vida é breve e temos de aproveitar a energia que nos sobra durante essa fase. Ao invés de pensar “ninguém faz nada, só eu”, é melhor dizer “eu faço a minha parte”. Sempre queremos mudar o mundo começando pela Terra, pelo planeta inteiro, mas o que a gente não sabe é que existe um mundo bem ao nosso lado, nosso vizinho, o cara da padaria, o motorista de ônibus, os colegas da escola, os professores. Essas pessoas que temos um convívio diário precisam saber o que você faz e a partir daí se sentirem estimuladas pela sua energia. O mundo é feito de energia, somos todos átomos de carbono agrupados em diversas camadas. Somos feitos das mesmas partículas que as estrelas! “Pensar globalmente, agir localmente”, esse é o lema.

Tenho certeza que, ao término do evento, começa uma nova luta. Eu aqui, continuo fazendo a minha parte e disposto a não me render ao comodismo, ao pessimismo e disposto a promover a “alegria para milhões de corações brasileiros”, afinal, “eu sou o saaaaaaaaaambaaaaaaaaaa…”

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